quinta-feira, outubro 06, 2005

ARRIFANA DREAM – THE JOURNEY OF A NEW BEGINNING




Sexta-feira, primeiro dia

Cinco companheiros, unidos por um sentimento de liberdade e encontro introspectivo, partiram rumo ao Sudoeste português! Motivo de tão sagaz viagem era, indubitavelmente, mostrar a um amigo de Erasmus, oriundo das Ilhas Reunião, uma das nossas mais avassaladoras pérolas. De facto, a costa Vicentina é um lugar ímpar, onírico, cuja costa recortada assombra os mais destemidos, criando raízes na mais assexuada e lunática alma! O pelotão era constituído por dois bodyboarders (Joka e Evaristo), dois surfistas (André “13” e eu – mero aprendiz) e um bodysurfer (Bruno “Chowi”).

Como qualquer viagem que se preze, esta primou pela espontaneidade na decisão de partir, pouco delineada e apenas vinculada nos traços gerais. O factor surpresa tem um impacto deveras mais saboroso no olhar daquele que visiona os trilhos pelos quais se faz atravessar!

Partindo num final de tarde de uma sexta-feira, já por si solarenga, fizemo-nos ao asfalto com a melodia “Sinerman” de Nina Simone a ecoar e uma sensação de que as luzes da ribalta eram, com todo o agrado, deixadas para trás. O trajecto escolhido foi, como de qualquer grande amante da natureza – trilhos com curvas e paisagem sim, auto-estrada não! Sempre que possível com o mar à nossa direita a perder de vista. Quem se meta em short-cuts sabe, por experiência própria, que nem todos os caminhos vão desaguar em Roma! No nosso caso, o bom do Joka insistia em atalhar por uma estradinha que nem no mapa aparecia mencionada. Resultado evidente, um rally que nos voltou a colocar exactamente no ponto de partida, logo após nos libertarmos da fatídica auto-estrada. O resto da etapa, com algumas paragens habituais, para o chichizinho e tal, para tirar umas chapas à paisagem e ainda para o tão desejado e merecido jantarinho numa pacata terriola de nome Odeceixe.

Fomos levados até um restaurante pitoresco, apenas nós e uma estrangeira aluada como clientela. Convém frisar que, aquilo mais parecia uma arrecadação ou manjedoura! Opinámos sobre a nacionalidade daquela estrangeira que se fazia acompanhar de um livro enquanto degustava, em suaves tragos, um vinho rosado mas com corpo. Permanecia calma e aparentava contornos suaves, embora já de algumas consideráveis Primaveras. Andaria perdida? Em busca de se si mesma? Se sim, então escolheu o lugar idílico para se revigorar. Dou por vezes a perguntar-me em que guia turístico encontram estes visitantes as coordenadas para tão reservados e divinos destinos!

Após um “upload” de informação, arrancado com tenacidade à menina do restaurante, ficámos a saber que a noite por ali prometia, num tal de “Celeiro”...fizemo-nos uma vez mais à estrada, não só porque o sol há muito se pusera mas primordialmente por temermos encontrar apenas restos de cereais no dito bar.

A chegada a Arrifana é sempre uma sensação mítica, quer seja feita na companhia do sol ou de um refrescante luar. Embora sejam já algumas as vezes que lá tenha estado, sinto sempre uma mágica e sedutora energia que me envolve como se da primeira vez se tratasse! Primeira constatação de calma numa noite com a frescura pincelada nas radiosas estrelas que nos abraçavam; convidando-me e aos meus a adormecer, ouvindo o bradar das ondas, baloiçando o nosso leito.

Rasgando o asfalto na procura da Terra Prometida

Short-cuts de "perdição"


Jantarinho em Odeceixe

Sábado, segundo dia

Ainda nem as cores da aurora se faziam sentir, flutuávamo-nos no silêncio da noite quando um imprevisível galo cacarejou. Não passariam das cinco da matina e o austero animal repetiu a façanha entre as Laudas e a Prima. Até mesmo ao meio dia o ouvi. Reza o conhecimento popular que, só se se ouvir o cacarejar antes da meia-noite é que se pode considerar mau presságio, depois disso será sempre uma alegoria matinal.

Acordar e pequeno-almoçar no nosso alpendre, ao sabor de uma paisagem tão avassaladora como tranquila e apaixonante, respirando a paz Vicentina é algo que não podia deixar de frisar; embora sabendo que aquela beleza homeopática não era passível de ser reportada, por mais ricas e adequadas palavras que usasse.

Seguiu-se a primeira descida até à praia em busca de uma linha perfeita mas, tivemos que nos revezar com o cafezinho no bar e umas belas vistas na areia, em toalhas próximas das nossas; durando toda a manhã.

Não fugindo à nossa essência, rumando à caça da onda que quebraria aos nossos pés, demos um salto até outras praias, fazendo check-point em quase todas. A que se nos revelou mais generosa não podia ser senão a velha amiga “Cordoama”. Trilhos e trilhos de calhau e pó até avistar meio metro glass, brasa e originais carripanas de matricula estrangeira que fazem jus e dão alento àquele areal. A carrinha de todo o surfista estrangeiro tem alma própria, transparecendo o ritmo nómada e errante do seu guerreiro, que se aventura naqueles magníficos chaços, percorrendo incontáveis milhas até ao nosso Portugalinho! Todas se fazem acompanhar de dormitório, cozinha completa e uma bela “ragazza” para massajar e mimar o belo do “foreign surfer”. Diria mesmo que todo aquele aparato de cores garridas faz inveja a qualquer Tuga! Cada estrangeiro tem uma história para contar, um retalho de vida marcante, tendo uma enorme necessidade e prazer em travar conhecimento connosco. É curioso constatar o número cada vez maior de nómadas por estas paradas, a atracção e apelo do mar...muitos vêm sem regressar. Instalam-se, tornando-se proprietários de um rústico cafezinho, estabelecem-se, escapando ao stress rotineiro que outrora lhes parecia destinado.

Voltando a nós, a surfada correu tranquilamente bem, e os cinco já sem trincarmos nada há várias horas, mergulhámos até Sagres para petiscar umas sandwishes na pacata praia da “Mareta”. Aí, o bom do Chowi descobriu a pólvora; nada menos do que encontrar vestígios de carvão em todos os calhaus que rachava. Numa análise mais detalhada, nada mais do que vestígios inerentes a qualquer rocha sedimentar, básico né? Como bom pica-milho pegou-se na ideia e lançou-se concurso...tiro ao calhau racha. No areal, um cão veio-nos acompanhar. Não consegui ficar indiferente ao seu olhar vadio, sapiente e rameloso, nem mesmo ao seu manear de quadril...tive que lhe tirar uma foto...ele, a areia e o mar...

O sol iniciava a sua descida diária e optámos por mostrar ao Chowi os seus últimos suspiros na sempre silenciosa e isolada praia de “Ponta Ruiva”. O trilho a percorrer é longo e nem sempre fácil discernir onde avistá-lo. Tons mesclados de amarelo e laranja tórridos servindo de cúpula, na eminência de uma efémera lusco-fusco, sendo portanto eminente avistar a praia! Há uns anos que não ia até lá, apoderado por uma aguçada curiosidade em constatar se as nossas iniciais ainda se encontrariam esculpidas numa incomensurável rocha, do lado esquerdo da praia, quando se avista o mar. Verdade é que a água devorara os nossos Henry Moore...

Ponta Ruiva, praia de maravilhas mil, bailado de areia, rocha e mar...aquele rochedo escarpado a este, com os últimos raios de luz delineando e recortando a paisagem, um regalo para a vista! Muita rocha, areal a perder de vista e uma sensação de que éramos os únicos felizardos a captar aquele mimo. Parqueámos já na areia densa, embora o lema seja: “destrua as ondas não as praias”, fui invadido pelo bichinho do pseudo-TT mas...coisa soft.

A jantarada não podia deixar de ser na mítica Tasca do Careca com aquele husky de olhos malhados (um castanho e outro verde) como mascote da casa! Para quem não conheça, ali janta-se muito bem e a baixo preço.

Já no calor da noite, embora a lua fosse ainda uma criança, era imperativo picar ponto no Dromedário Bristo Bar. Encontrávamo-nos em pleno Maio e apesar de ser época baixa, bailavam algumas gatinhas! Eu e a minha turma demos show de dança, desprovidos de preconceitos de imagem. Bombar descalços um swing, mergulhando no risco de sermos espezinhados pelo belo do bêbado que por lá deambulava, aumentou a parada. Seguiu-se a ida ao Arcadas para abanar o capacete...grande pausa, “five stars” e mais não digo...fui proibido de o relatar!

Fazer cerca de vinte e cinco quilómetros de regresso a casa, por troços sinuosos e as primeiras cores do sol nascente, trespassando a vista fora algo que, neste dia, me custou percorrer, tendo o Joka sido deixado para trás. Encontrava-me com o Evaristo a tentar içar um vidro da jipeira, estacionada em Arrifana, quando voltámos a avistar o nosso esquecido amigo. Fora levado até nós em carro desconhecido, por intermédio de uma menina “inocente” que o conduzira, encontrando-se o Joka à patrão no banco de trás com um sorriso que lhe rasgava a face, bebendo champanhe e comendo morangos...aquele felizardo sacana!

Alpendre

Limpa pára-vistas

Calhaus com sedimentos de carvão...mas o que é isto óh meu!!!

Aquele solitário uivar @ Mareta

Na rota de Ponta Ruiva

Os cinco na cúpula de Ponta Ruiva

Estacionamento VIP...terapia para a jipeira @ Ponta Ruiva

Caminhada ao encontro do cume ruivo

Abraçar a PAZ en Ruivinha

Estamos Vivos!!!

Sinais da nossa delinquente inocência...

Quando a sede aperta...o Dromedário dá...não, não é água meus amigos...

Na retina de um copofónico @ Dromedário
Espalhar Magia...vibes, suor e álcool na bossa do Dromedário
Bucha&Estica. O da esquerda é o bêbado artilhado com o swing/golpe de anca e patada


Domingo, terceiro dia

A alvorada foi, mais uma vez, da autoria do sinistro galo, seguindo-se o ritual de todas as manhãs em que tomar banho sempre fora pecaminoso! Trazer vestido o sal das epopeias vividas é mapear na pele os resquícios do dia de ontem. Já Gonçalo Cadilhe dizia: “...eu gosto de adiar o duche para o dia seguinte, gosto de deixar o sal no corpo algumas horas, dum dia para o outro, o tempo que é preciso para corroer as impurezas enfiadas nos poros”

O mar não se mostrou generoso, ficando-nos pela nossa Arrifana, já banhada pelas nossas amigas da manhã anterior. Aqui o vosso amigo que levara praticamente a casa às costas esquecera-se do primordial, aquele artefacto que ninguém ousa esquecer quando dá o saltinho à praia. Pois é, aquela peça de roupa denominada fato-de-banho. Como tal, mergulhei com o acessório de último grito em matéria de Verão, o kit boxers, sendo motivo para muita chacota e de toda a atenção das bronzeadas fêmeas.

Na conhecida rampa de Arrifana deparámo-nos com um jipe de geninhos, subida essa que a mim sempre me recordou uma mítica rua em São Francisco denominada “The Croocked Street” pelos seus laivos rectos golpeados por curvas agudas. Percorríamo-la de carro quando lhes tive de ceder passagem. Os sempre impecáveis GNR passaram por nós sem nada declarar...aproveitei para lançar o rastilho, tendo-lhes dito que, para a próxima não lhes ficaria mal agradecer. Certo é que a verdade não fora bem aceite, e cerca de dois quilómetros volvidos à estrada avistei, pelo retrovisor, um caixote verde eufórico, obrigando-nos a encostar. Um dos agentes aproximou-se, batendo-me a pala, gesto entrecortado com um intimidante “boa tarde...os seus documentos”. O segundo agente encarregou-se de “apertar” com o 13 que se encontrava no lugar do morto, alegando tê-lo visto sem cinto. Uma vez que nada de “paranormal” encontraram, perguntaram-me se tinha tido consciência do que lhes disparara instantes atrás. Com um vigor afirmativo repeti as palavras catalisadoras daquele confronto de titans. De seguida, perguntaram-me, num suspiro irónico, se conhecia o código da estrada. Olhei-os fixamente e proferi: “ com certeza que era obrigado a dar-lhes prioridade e foi o que fiz. Embora estivesse com o carro cheio, tábuas, toalhas e muita tralha, perdendo visibilidade; recuei em descida, encostando para que passassem e os senhores jamais se dignaram a agradecer-me”. Para se justificar, o agente nº1 acrescentou que fora o tom pouco amistoso que escolhera para os interpolar. Aí disse-lhe que estava simplesmente a educar quem precisava de o ser e que proferia aquelas palavras como se de um civil se tratasse, desprovido de patente. Por nunca recuar na minha posição, o senhor guarda acabou por baixar a bolinha, voltando a fazer-me continência e desejando aos cinco uma bela tarde.

Em suma, as autoridades julgam-se uns fangios, senhores todos poderosos e virtuosos, desprovidos de toque de educação. É por muitos se conformarem com este género de situações que estes meninos grandes abusam do poder que lhes é conferido. Sei que, neste dia, lhes dei uma lição, tendo levado a melhor. Sei também que nessa mesma noite, por volta do jantar, ao regressarem para as suas Solanges Marlenes, lhes choraram no colinho que eram uns fracos, que já nem como polícias serviam, sendo enrolados pela astúcia da verdade.

Ainda na procura de um bom swell, navegámos na Internet, algures em Aljezur, constatando que Neptuno não queria negociar connosco. Entretanto o ávido 13 assediou uma algarvia que se encontrava numa cabine telefónica, digitando para algures em África. É de frisar que era Domingo e que a PT aos fins-de-semana é muito generosa. De realçar que o nosso André a abordou em pelota, com aquele charme que lhe é tão característico!

Como bons lenhadores, seguiu-se a apanha de lenha para a churrascada ao jantar, embora me apetecesse sabores do mar. O máximo da cumplicidade de sensações que se estabelece entre o paladar do surfista e o mar encontra-se num prato de ostras cruas... regadas com limão, sendo lascivamente lambido o seu interior, entrecortando a operação com apaixonantes tragos de um refrescante brindar de vinho branco...

Enquanto o Joka e o Chowi preparavam o lume, o Evaristo entretinha-se na elaboração de um vodka-caramelo, receita reunionesa. O 13 espreguiçava-se com a sua pose de bacalhau e eu tirava umas polaroides ao cair da noite. Aquele pitéu soube a mel, sempre na companhia do relinchar do mar, fazendo-me esquecer o meu desejo de grávida – as afrodisíacas ostras! O nosso alpendre fazia lembrar uma tenda no deserto, um banquete digno de qualquer Xá.

I just call to say I love you...Olha o assédio! Tenho saudades das velhinhas cabines cujos créditos voavam e ficávamos pendurados no impulso...

Allô Allô!!!

Aljezur

Olha o lenhador!!! Que puto reguila!!!

Eis um lenhador da velha guarda...qual machado ou serra eléctrica. Aquele tenaz arremesso!!!

Aqui há lenha

Na preparação da vodka reunionesa

A fogueira das vaidades

O sorriso do mestre

Minutos contados...intermináveis à espera do pitéu

Alpendre --> tenda no deserto

Agora no estômago



Segunda-feira, quarto dia. The last day over the paradise!

Neste dia o nosso despertador fora outro. Alguém triturava a parede exterior da nossa cabana. Aquela gente não perdoa, não passava das oito da matina! Estavam a caiar a parede; tendo para nós sido pecaminoso abdicar do zumbir do mar!

Fazer malas quando se trata do regresso é algo que sempre me foi doloroso. É estranho como à mesma actividade, em fases distintas da viagem, é dado um empenho diferente. Despedimo-nos daquele que fora o nosso abrigo por três noites - um prolongado adeus, retendo aquela vista do nosso alpendre, imagem que ainda hoje trago presente na memória.

Voltámos à Cordoama para a derradeira onda. Nada mudara. O parque automóvel mantinha-se decorado com matrículas estrangeiras pois, para estes, a vida continuava... alí em Vicentina. Sem dúvida as melhores ondas de toda a viagem, algo já na calha e merecido!

Já para o fim do dia, quando me encontrava a fixar as pranchas no carro, deparei-me com o amigo 13 a espernear-se na areia. Quem o conheça bem, reconhece aquela característica pose de bacalhau. É óbvio que o quisemos imitar, sem qualquer sucesso, ou não fosse o original peça única... inimitável.

Horas de nos fazermos à vida... tempo da despedida. A tristeza era algo latente no olhar de todos, embora no Chowi este sentimento se fizesse expressar com maior vigor. A sua face era, naquele momento, um enorme abraço de saudade, confessando-nos num soluçar, acompanhado de um profundo olhar lacrimejante, que ali se sentia em casa. A milhares de quilómetros das suas raízes, em paz, apenas no seio de amigos, preenchido por uma nova paixão. Sei agora, passadas semanas, Portugal ficou-lhe no coração, jamais esquecendo estas memórias rumo ao nosso sul. Digo-o porque soube recentemente do seu entusiasmo pela nossa língua, tendo inclusive procurado informação sobre cursos de português na embaixada brasileira em Itália, onde reside. Para além disso, como meio de aprendizagem, mantém-se activamente interessado em músicas brasileiras e portuguesas. Afirma achar uma piada inexplicável à nossa língua, aos nossos costumes e forma de encararmos a vida.

É muito reconfortante saber e sentir que o objectivo da nossa viagem fora estabelecido em todo o seu horizonte. Assemelha-se a saber que a prenda que, carinhosa e meticulosamente escolhemos para oferecer a alguém, foi muito calorosamente recebida.

Agora que a viagem terminou, restam memórias que me encarregarei de guardar com todo o carinho. Por vezes, dou por mim em estado retrospectivo, visualizando com enorme saudade o que vivi na companhia de quatro amigos. É esta a magia de viajar, embora aproveite na integra o momento em que a vivo, é uma benção revivê-la nos instantes que me foram mais marcantes.

Os amores dum surfista em viagem são amores impossíveis, porque um surfista em viagem é como um marinheiro, só que em vez de uma mulher em cada porto, um surfista sonha com uma onda em cada praia. O...ama A... pelo efeito que A...provoca em O...sendo O o surfista e A a praia ...ou será ao contrário?

Não sei se me voltarei a juntar a este fabuloso grupo de amigos para uma futura viagem. Apenas sei, usando palavras de Charlie Chaplin que: “Cada pessoa que passa pela nossa vida, passa sozinha, isto porque cada pessoa é única e insubstituível. Cada pessoa deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. É essa a mais bela responsabilidade da vida e, a prova de que as pessoas não se encontram por acaso”. Estar entre estes foi... estar nos braços da paz!

É tempo de voltar a sonhar...com um céu boreal...com o gosto do mar...o sal no corpo...a companhia a pulsar...vou fibrar o destino...de mansinho...sem que ele dê por isso...e se der? Não fará mal...já estará destinado...com muita fibra...


Última manhã, após o acto de bem pequeno-almoçar

Verde, amarelo e encarnado. Chapa disparada pelo Chowi. Este tipo até a nossa bandeira conhece!

Olha o kadett, para quem julgasse que desta não vinha; engane-se!!!

Pergunto-me mas porque é que nunca se apanha o master no auge? Porque para o master, o auge está presente em todas...e em situação de eu também ir para o mar solto a máquina! Tenho de pedir uma "water-proof" ao velho gordo e vermelho

Toca a apertá-las...às pranchas pois as touras de dia são vitelos

@ Cordoama

Esta e aquela pose de bacalhau!!!

Clonagem


@ Cordoama. Sem palavras. É TOP!!!

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Madeira, grande blog. Serve para o pessoal conhecer que Portugal tem muito pra dar. Grandes ondas grandes maluquices. Talvez um dia destes faça um blog sobre a viagem a Marrocos, ou não... Aquele Abraço

domingo, outubro 09, 2005 11:41:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Muito muito bem escrito. Gostei de ler. Colocas o teu coração onde toda a gente o consiga ver, ou ler. Um abraço de um velho amigo e novo fã das tuas 'escrituras'...
Continua a escrever...

segunda-feira, outubro 10, 2005 4:56:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ganda Homem, e ainda por cima tem alma de poeta!!! Estes polícias que não julgassem que estavam a falar com um tótó qualquer, ainda por cima um SR.Engenheiro!!!!
Tá um blog muito giro e também com estes artistas não se esperava outra coisa.
Só é pena que as únicas alturas que escolhem para ir para a praia é quando não há ondas :p
lol Fiquei cheio de inveja, e voluntario-me para qualquer trip futura :)
Quanto ao Blog, fico à espera de mais...

segunda-feira, outubro 10, 2005 9:04:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Pois é AMIGO, que tu escreves bem já eu sei mas este blog tem qualquer coisa de especial....a forma como transmitiste o prazer que te deu fazer esta viagem com tudo o que ela implicou mostra a pessoa sensível que és. Sensível à natureza, aos amigos, à VIDA! Em tudo encontras um significado por mais pequeno que seja e isso dá cor às coisas! Deliciei-me com os pormenores (desde a estrangeira sentada no restaurante - e dizes tu muito bem, como é que eles descobrem estes lugares-, passando pelo esquecimento dos teus calções de banho, tendo que recorrer ao "kit boxers":), e pelo acordar e pequeno -almoçar no alpendre com aquela vista, acabando na pose de "bacalhau" do 13!!
E porque o nosso "Portugalinho" tem tanto para nos dar, o teu blog é também um incentivo a conhece- -lo! A costa vicentina é realmente um sítio especial....
Bjo grande da sempre AMIGA...continua a presentear-nos com a tua escrita!;)

quarta-feira, outubro 12, 2005 10:36:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

antes de mais quero dizer que adorei a nossa viagem la abaixo!temos de repetir um fim de semana daqueles brevemente!!boa onda de amigos...boa cena!!depois quero mandar-te um granda abraco e agradecer-te por teres imortalizado aqueles dias desta maneira...arrepio-me ao ler as tuas "crónicas" em especial esta da arrifana por ter estado lá!e na proxima queima das fitas tou la!!continua com o blog!qqlr dia escreves um livro e o teu amigo vai querer uma dedicatória!abraco

sábado, outubro 29, 2005 12:51:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Bem bem. Estou em em falha para contigo e sei que já venho um bocadinho tarde, mas quero que saibas, MA friend, que para mim, tudo o que escreves e como escreves é simplesmente brilhante, e passar os olhos por qualquer texto teu, é sempre descobrir algo de novo, pela maneira singular como espelhas aquilo que ves, sentes e experimentas. Aqueces-nos a todos com o teu Talento.
Não é preciso nem sequer dizê-lo, continua!

sábado, novembro 26, 2005 9:43:00 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home

Site Meter