A ESPERA
Ele procura um sinal dela. Espera pela carta que não recebe nas palavras que foram apenas escritas na mente dela, aprisionadas e atiradas ao vento…
Espera por um telefonema. O telemóvel não toca nem vibra e quando toca ou vibra assusta-se e o coração estremece e rejuvenesce um pouquinho… mas nunca é ela…
Ele conta os minutos, contas as horas e os dias sem rasto. Sente a falta dela como se de uma perna amputada se tratasse, não havendo dia ou noite em que não sinta uma cãibra, uma dor, uma cócega no tal membro que já não lhe pertence. É como se sente sem ela, sentindo-a onde esta já não se encontra. Vê-a sempre que resolve fechar os olhos, fechando-os sempre que se sente só.
Uma dúvida ou esperança pairam no ar – pergunta-se se ela por vezes divaga. Se sente saudades dele. Se alguma vez digitou o seu número, cancelando de seguida a chamada. Se já visitou a sua morada ou se deixou a tal mensagem por enviar, aquela inacabada, reticente e hesitante como o espelho da respectiva alma naquele instante. Será que ela ainda se lembra dele? Será que certas músicas, lugares, aromas, gestos, pessoas, ideias ainda a fazem recordar-se?
Se ele ao menos soubesse…ou suspeitasse o fluxo de sentimentos encarcerados no redutor coração dela. Se ao menos adivinhasse! Talvez não preenchesse os dias de incertezas, a luz de escuridão e a pele de sofrimento…
Já recapitulou e rescreveu todos os momentos vividos, todas as caminhadas a dois, todas as passadas feitas de amor. É um livro que conhece bem, que não quer aglutinar na erosão do tempo…
Fecha novamente os olhos, faz um convite ao sono para a buscar no último lugar que partilham. Ela surge, com formatação radiosa, apaixonante e, com um abraço intemporal, resgata-o da solidão. Estão finalmente juntos, um corpo, dois corpos, vacinados onde o sentimento habita, sonho ou realidade…
Espera por um telefonema. O telemóvel não toca nem vibra e quando toca ou vibra assusta-se e o coração estremece e rejuvenesce um pouquinho… mas nunca é ela…
Ele conta os minutos, contas as horas e os dias sem rasto. Sente a falta dela como se de uma perna amputada se tratasse, não havendo dia ou noite em que não sinta uma cãibra, uma dor, uma cócega no tal membro que já não lhe pertence. É como se sente sem ela, sentindo-a onde esta já não se encontra. Vê-a sempre que resolve fechar os olhos, fechando-os sempre que se sente só.
Uma dúvida ou esperança pairam no ar – pergunta-se se ela por vezes divaga. Se sente saudades dele. Se alguma vez digitou o seu número, cancelando de seguida a chamada. Se já visitou a sua morada ou se deixou a tal mensagem por enviar, aquela inacabada, reticente e hesitante como o espelho da respectiva alma naquele instante. Será que ela ainda se lembra dele? Será que certas músicas, lugares, aromas, gestos, pessoas, ideias ainda a fazem recordar-se?
Se ele ao menos soubesse…ou suspeitasse o fluxo de sentimentos encarcerados no redutor coração dela. Se ao menos adivinhasse! Talvez não preenchesse os dias de incertezas, a luz de escuridão e a pele de sofrimento…
Já recapitulou e rescreveu todos os momentos vividos, todas as caminhadas a dois, todas as passadas feitas de amor. É um livro que conhece bem, que não quer aglutinar na erosão do tempo…
Fecha novamente os olhos, faz um convite ao sono para a buscar no último lugar que partilham. Ela surge, com formatação radiosa, apaixonante e, com um abraço intemporal, resgata-o da solidão. Estão finalmente juntos, um corpo, dois corpos, vacinados onde o sentimento habita, sonho ou realidade…

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