Meu filho fazes hoje 25 anos.
Há já alguns meses que eu costumava dizer que tinhas 25 anos e tu emendavas-me sempre dizendo que não, que ainda eram só 24.
Não sei porque o dizia. Certamente não era por te querer mais velho! Talvez fosse porque o número 25 fosse mais bonito ou, sei lá… por representar uma etapa muito significativa na vida de uma pessoa.
Afinal não chegaste lá! Um estúpido acidente ceifou-te a vida no dia 26 de Agosto.
Tal como qualquer outro pai sempre sonhei para ti uma boa carreira, um bom emprego, um bom casamento, filhos, etc., etc., tudo aquilo a que costumamos associar a felicidade e o sucesso nesta vida.
Mas acima de tudo o que sempre quis e o que sempre me encheu de júbilo foi a tua presença nos actos mais quotidianos da minha vida.
Não o digo agora porque te perdi! Sempre o disse à tua mãe. Tu eras o meu Sol, eras a luz e a energia que me dava força, entusiasmo e alegria para enfrentar tudo na vida.
Tinhas o dom de com a tua presença, iluminares tudo e todos à tua volta. Às vezes não parecias um produto deste mundo, que é tão egoísta e indisponível para os outros.
Se por vezes isto pode parecer um exagero de pai ferido de morte com o desaparecimento do seu “ SOL”, as mensagens que recebemos de muitas outras pessoas neste momento tão doloroso, quase todas tocam neste ponto comum – a luz, a felicidade e a generosidade que tu irradiavas.
Contigo todos os meus momentos banais se tornavam uma aventura e um entusiasmo. Como última recordação ficou-me aquele curso de dois dias de Astronomia passados no Alentejo profundo, em que cheios de boa vontade, alguns peritos nos tentavam fazer reconhecer algumas das estrelas e galáxias do Céu. Tu, como sempre, fizeste daquele “ pífio” acontecimento, uma estadia maravilhosa para mim, tentando valorizar tudo o que havia de positivo e recuperando construtivamente todas as coisas menos boas que nos rodeavam.
Foste sempre assim, e agora sem ti, sinto-me a navegar sem rumo, sem norte, sem energia.
Muitos amigos transmitem-me, carinhosamente, que devo valorizar e agradecer os maravilhosos 24 anos em que tive o privilégio de te ter a meu lado. Como tive muitas vezes oportunidade de dizer, muito antes de imaginar que tal tragédia nos iria acontecer, era de facto um privilégio poder conhecer e para além disso viver com um dos seres humanos mais maravilhosos e bonitos que alguém pode conceber.
No entanto esses 24 anos sabem-me a muito pouco!
MIGUEL se do sítio onde agora estás não podes voltar para mim, nem sequer falar comigo, ensina-me o que devo fazer para poder voar até ti e voltar a beber da tua energia e luminosidade.
Aqui.. agora... sinto que uma grande parte de mim desapareceu, e a que restou é insuficiente para suportar a tua ausência e dar aos outros entes queridos que cá ficaram e também te perderam, o apoio que eles merecem e necessitam.
Há já alguns meses que eu costumava dizer que tinhas 25 anos e tu emendavas-me sempre dizendo que não, que ainda eram só 24.
Não sei porque o dizia. Certamente não era por te querer mais velho! Talvez fosse porque o número 25 fosse mais bonito ou, sei lá… por representar uma etapa muito significativa na vida de uma pessoa.
Afinal não chegaste lá! Um estúpido acidente ceifou-te a vida no dia 26 de Agosto.
Tal como qualquer outro pai sempre sonhei para ti uma boa carreira, um bom emprego, um bom casamento, filhos, etc., etc., tudo aquilo a que costumamos associar a felicidade e o sucesso nesta vida.
Mas acima de tudo o que sempre quis e o que sempre me encheu de júbilo foi a tua presença nos actos mais quotidianos da minha vida.
Não o digo agora porque te perdi! Sempre o disse à tua mãe. Tu eras o meu Sol, eras a luz e a energia que me dava força, entusiasmo e alegria para enfrentar tudo na vida.
Tinhas o dom de com a tua presença, iluminares tudo e todos à tua volta. Às vezes não parecias um produto deste mundo, que é tão egoísta e indisponível para os outros.
Se por vezes isto pode parecer um exagero de pai ferido de morte com o desaparecimento do seu “ SOL”, as mensagens que recebemos de muitas outras pessoas neste momento tão doloroso, quase todas tocam neste ponto comum – a luz, a felicidade e a generosidade que tu irradiavas.
Contigo todos os meus momentos banais se tornavam uma aventura e um entusiasmo. Como última recordação ficou-me aquele curso de dois dias de Astronomia passados no Alentejo profundo, em que cheios de boa vontade, alguns peritos nos tentavam fazer reconhecer algumas das estrelas e galáxias do Céu. Tu, como sempre, fizeste daquele “ pífio” acontecimento, uma estadia maravilhosa para mim, tentando valorizar tudo o que havia de positivo e recuperando construtivamente todas as coisas menos boas que nos rodeavam.
Foste sempre assim, e agora sem ti, sinto-me a navegar sem rumo, sem norte, sem energia.
Muitos amigos transmitem-me, carinhosamente, que devo valorizar e agradecer os maravilhosos 24 anos em que tive o privilégio de te ter a meu lado. Como tive muitas vezes oportunidade de dizer, muito antes de imaginar que tal tragédia nos iria acontecer, era de facto um privilégio poder conhecer e para além disso viver com um dos seres humanos mais maravilhosos e bonitos que alguém pode conceber.
No entanto esses 24 anos sabem-me a muito pouco!
MIGUEL se do sítio onde agora estás não podes voltar para mim, nem sequer falar comigo, ensina-me o que devo fazer para poder voar até ti e voltar a beber da tua energia e luminosidade.
Aqui.. agora... sinto que uma grande parte de mim desapareceu, e a que restou é insuficiente para suportar a tua ausência e dar aos outros entes queridos que cá ficaram e também te perderam, o apoio que eles merecem e necessitam.
